terça-feira, 11 de julho de 2017

Rádios comunitárias recebem punição por desrespeitar atividade

Duas emissoras comunitárias de Santa Catarina foram punidas por desrespeitar as normas legais que regulam as atividades desse tipo de rádio.
A 2ª Vara Cível da Comarca de Rio do Sul condenou a Associação Riosulense de Cultura e Radiodifusão Comunitária Jovem Rio por veicular propagandas comerciais e por extrapolar o raio de cobertura legal, caracterizando concorrência desleal.
Em outra decisão, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou a Rádio Comunitária de Salete por distorcer o conceito de apoio cultural, ao promover atividade publicitária em meio inadequado. A decisão da 5ª Câmara Civil do TJSC foi unânime.
As duas ações contra irregularidades cometidas por rádios comunitárias foram propostas pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT
Com informações da ACAERT

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ARRAIÁ DO JARDIM BRASILIA, LEVA MUITA ALEGRIA AOS PRESENTES


Prata da casa, Dennys da Matta, levou o publico ao delírio, com um repertório de dar inveja a qualquer musico Internacional.

Regado de boas musicas nacionais e internacionais ( português, inglês, español etc...) Dennys fez da ultima noite, sabado 08, um verdadeiro encontro com o que há muitos anos não vemos e ouvimos...

tendo passagens por mais de dezessete países, da Mata conta com uma experiencia satisfatória para desempenhar um show cinco estrelas!

O publico presente, parabenizou o evento, mas comentou que as autoridades do município, não prestigiam mais os acontecimentos da cidade como antes.

Seu Aguinaldo do jardim cinco, disse que percebeu não apenas a ausência de políticos, mas também a de empresários de Águas Lindas.
Gente de todas as idades, prestigiaram o evento!


Os experientes Comunicadores, Gil Locutor, Roberto Walkasther e Baby Face do inesquecível bordão "ah Muleke" E agora SAMBA PAGODE E CIA na tvn brasil, também se fizeram presentes no
Arraiá do Jardim brasília.

Revezando e dando um show de comunicação, Gil, Walkasther e Baby, fizeram as honras da casa na primeira noite de festa julina.Resultado de imagem para festa julina

Os jovens comunicadores, Roberto Santos, Fabricio Walkasther e Daniel Azevedo, comandaram a segunda e ultima noite de Arraiá! 

Acompanhados pelo DJ Palhacinho, do belo palco e força do Jairo cabeludo, ladeado pelo promoter Nilvan gomes, a animação foi garantida.

O Universitário Roberto Santos, cursando Comunicação Social, Publicidade e Propaganda além de carregar em sua bagagem cinco anos de comunicação em Rádio e apresentação de eventos, consagra se como o mais experiente dos Jovens comunicadores presentes!


No final da segunda e ultima noite festiva, Roberto Walkasther e DJ Palhacinho, comentaram sobre o evento e contaram um pouco da história de aguas lindas, aja vista que ambos são pioneiros desta cidade.

O evento, teve a organização do publicitário e promoter Nilvan Gomes!

Eleições: quatro nomes largam na frente para representar o DF no Senado

Cristovam Buarque (PPS), Chico Leite (Rede), Geraldo Magela (PT) e Alberto Fraga (DEM) se destacam em pesquisa realizada com exclusividade para o Correio

postado em 10/07/2017 06:00 / atualizado em 10/07/2017 07:14
Antonio Cunha, Minervino Junior, Rafael Ohana e Minervino Junior/CB/D.A Press

Em cerca de um ano, será dada, oficialmente, a largada para as eleições de 2018, com o início das campanhas. O circuito, contudo, começa a se afunilar desde já, a partir do lançamento das pré-candidaturas. Quando o assunto é Senado Federal, a disputa fica mais acirrada, devido à disponibilidade de só duas vagas. E o brasiliense começou a escolher os favoritos, conforme mostra pesquisa realizada com exclusividade para o Correio. Entre os entrevistados, 6% optaram por revelar, em resposta espontânea, a intenção de voto. As projeções de apoio se dividiram entre dois políticos: o distrital Chico Leite (Rede), com 1,4%, e o senador Cristovam Buarque (PPS), com 1,3%; outros 3,5% disseram que elegeriam candidatos alternativos.

Os resultados fazem parte de levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, entre 1º e 5 de julho. Os pesquisadores ouviram mil pessoas em 23 regiões administrativas. A margem de erro é de três pontos percentuais, em intervalo de confiança de 95%.

Desde o ano passado, Chico Leite namora uma vaga no Senado. A efetivação da candidatura, porém, depende da Executiva da Rede Sustentabilidade e de acordos nacionais. Em dezembro, a legenda lançou um manifesto em apoio à concorrência dele a cargos majoritários — sem descartar, portanto, o Palácio do Buriti ou a Vice-Governadoria.

Em relação a Cristovam Buarque, a tendência é de que a candidatura seja pela reeleição. Mas o senador não esconde o desejo de concorrer à Presidência da República, como em 2006. À época, ele competiu pelo PDT e ficou na quarta colocação, com 2,6 milhões de votos. O parlamentar deixou a legenda, que era da base do governo Dilma Rousseff, em fevereiro de 2016, alegando discordância com os posicionamentos, e se filiou ao PPS.

Em ambos os cenários de disputa, Cristovam terá de reforçar a campanha e o diálogo. Ele perdeu parte da base eleitoral ao votar pelo impeachment de Dilma. Na visão de petistas, ele contradisse o histórico político, uma vez que foi governador do DF pelo PT e senador pela legenda; além de ocupar o posto de ministro da Educação no mandato de Lula — Cristovam deixou a sigla após ser demitido do Ministério, por telefone.


Costuras


Em pergunta estimulada sobre a pretensão de votos, o brasiliense mostrou preferência por Cristovam, com 11% das intenções. Em seguida, aparece Geraldo Magela (PT), com 7,7%. A posição do petista mostra que, apesar da menção de seu nome na Operação Lava-Jato, a base eleitoral da legenda segue firme. Segundo a delação de Paul Elie, ex-executivo da Odebrecht, quando ocupava o posto de Secretário de Habitação, Magela recebeu R$ 1,4 milhão em caixa 2, durante as obras do Jardins Mangueiral. Ele nega.

Na terceira colocação entre os possíveis candidatos ao Senado, está o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 4,7%. O parlamentar participa de negociações pela criação de uma chapa de direita, com Izalci Lucas (PSDB), Jofran Frejat (PR), Tadeu Filippelli (PMDB) e Alírio Neto (PTB). Apesar de dizer, em público, que almeja a chefia do Palácio do Buriti, Fraga articula pelo cargo de senador.

Quarto na lista de intenções de voto, Chico Leite (Rede), angaria o apoio de 4,1% dos entrevistados no questionamento estimulado. Quem aparece em seguida é o presidente da Executiva Regional do PTB, Alírio Neto, com 2,5%. Ex-deputado distrital e ex-presidente da Câmara Legislativa, ele chegou à legenda em 2016 para reforçá-la após a prisão e condenação de Gim Argello na Lava-Jato.

O deputado federal e ex-governador do DF Rogério Rosso (PSD) surge em sexto lugar, com 2,3% das intenções de voto. O presidente da Executiva Regional do PSD não comenta as pretensões políticas para 2018, mas tem o nome cotado, no meio político, para o Senado. Para conquistar o cargo, Rosso terá de se livrar das denúncias da Operação Panatenaico. De acordo com delações de ex-executivos da Andrade Gutierrez, em tratativas relativas ao Estádio Nacional Mané Garrincha, ele pediu, por meio de um emissário, R$ 12 milhões em propina e recebeu R$ 500 mil.

Na sétima colocação, aparece o deputado federal Ronaldo Fonseca (Pros), com 2,2% do apoio dos entrevistados. Presidente da Igreja Assembleia de Deus de Taguatinga, o parlamentar é uma aposta da bancada evangélica para a disputa de cargos majoritários em 2018.

Por último, aparece o distrital Wasny de Roure (PT), com 1,9% do apoio dos entrevistados. O petista está no quinto mandato na Câmara Legislativa e não esconde o desejo de disputar o Senado — uma candidatura oficial só será lançada após acordos internos da legenda, que trabalha com os nomes de Ricardo Berzoini, Erika Kokay e Chico Vigilante para a disputa majoritária. Ademais, a candidatura depende de alianças nacionais.

Na pesquisa, 32,4% afirmaram que votariam nulo; 26,2% disseram não saber quem apoiariam; e 5% não responderam. Somados, os 63,6% revelam o desânimo dos eleitores brasilienses em relação à política, após diversas denúncias de corrupção. 


 
Temas delicados

A disputa acirrada ao Senado também será vista na corrida pelo Palácio do Buriti. Ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) não faltam potenciais concorrentes. O chefe do Palácio do Buriti tem, como trunfo, o fato de não ser citado em escândalos de corrupção. Contudo, para se reeleger, terá de explorar dois temas espinhosos do mandato: a paridade salarial da Polícia Civil com a corporação Federal e o reajuste salarial a servidores públicos.

Desde 2016, os policiais civis exigem a manutenção da isonomia com a PF — o Congresso Nacional aprovou um reajuste de 37%, escalonado em três anos, aos agentes federais. Rollemberg, no entanto, alega não ter condições financeiras de conceder o aumento no modelo reivindicado. O chefe do Executivo local chegou a fazer quatro propostas para a corporação. Todas foram negadas.

A população está dividida em relação ao tema. Entre os entrevistados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, 40% apoiaram a frase: “A Polícia Civil deve receber o mesmo que a Polícia Federal”. Outros 40%, porém, refutaram a hipótese. Dos ouvidos, 20% disseram não concordar.


Reajuste atrasado 

Outro assunto delicado é o pagamento da última parcela do reajuste salarial, concedido a 32 categorias do funcionalismo durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT). O governador expôs, dezenas de vezes, a impossibilidade de quitar os débitos, sob a justificativa de que o GDF extrapolaria o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, aliás, apesar da estimativa de um gasto de R$ 15 bilhões com a folha de pessoal, não há previsão para o pagamento do atrasado.

Em relação ao tema, o eleitorado também está em cima do muro. Entre os que opinaram, 40% se mostraram favoráveis à frase: “Independentemente das contas públicas, os funcionários públicos do DF merecem receber reajustes de salários”. Outros 40% deram sinal negativo à sentença. Cerca de 20% disseram não concordar ou discordar com a afirmativa.
As respostas a tais questionamentos também foram colhidas entre 1º e 5 de julho. Os pesquisadores ouviram mil pessoas em 23 regiões administrativas. A margem de erro é de três pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%. 

Frio aumenta em 40% a procura pelas emergências dos hospitais do DF

Rafaela Felicciano/Metrópoles

As infecções virais e bacterianas são as causas mais comuns dos atendimentos médicos nesta época do ano. Saiba como se proteger

Agência Brasília
 procura por atendimento nas emergências da rede pública aumenta em torno de 40% nesta época do ano, de acordo com a Secretaria de Saúde. Isso porque as temperaturas mais baixas favorecem o aumento das infecções virais, como gripe e resfriado, que podem complicar com as enfermidades bacterianas (otite, pneumonia, sinusite etc.)
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“As infecções virais e bacterianas podem levar a crises de asma e piora da rinite”, alerta a médica alergista Marta Guidacci, da pasta de Saúde. A especialista acrescenta que, por ser período de seca em Brasília, o ideal é ingerir bastante líquido, como água, água de coco, chá e suco natural. “Os lábios racham, a pele fica ressecada, os olhos ficam secos e vermelhos, e o nariz sangra.”
Outros conselhos da especialista são ter a alimentação saudável, rica em frutas e verduras; hidratar a pele com cremes; evitar banhos quentes e demorados e uso excessivo de sabonetes ou buchas; aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos (ou lágrimas artificiais); e usar filtro solar e chapéu.
A médica também recomenda:
– Higienizar com frequência tapetes, carpetes, cortinas e bichos de pelúcia
– Limpar a casa com pano úmido e aspirador de pó (evitar vassouras e espanadores)
– Não usar inseticidas, espirais contra insetos, desodorantes ambientais e outras substâncias com cheiro ativo
– Priorizar colchas de algodão ou edredom em vez das que usam lã como material
– Revestir colchões e travesseiros com material sintético impermeável
Frio deve continuar até agosto
De acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), julho será marcado pelo frio no Distrito Federal. A incursão de uma intensa massa de ar frio pelo Oceano Atlântico manterá as temperaturas baixas no mês.
O instituto explica que a sensação térmica tem sido ainda menor por causa de uma diferença de pressão atmosférica provocada pela migração de um anticiclone subpolar.

Com a saída de Antônio Carlos, Globo perde 7% de sua audiência geral

Nova casa do radialista, Tupi cresceu 3,5%


Foi divulgado na última semana, o índice do Ibope das rádios cariocas do mês de junho. E a troca de casa do locutor António Carlos já pode ser percebida nos índices. A Globo, com a saída do famoso locutor, perdeu 7% de sua audiência geral. E a Tupi, sua nova casa, cresceu 3,5%.

sábado, 8 de julho de 2017

Maia já inicia montagem de cenário caso queda de Temer se concretize

Os planos são os de manter a equipe econômica e trocar os atuais auxiliares peemedebistas no Planalto, incluindo o chefe da Justiça. PSDB aumenta o tom do desembarque na Esplanada


José Cruz/Agência Brasil


O país convive com um governo que conta os votos e luta pela sobrevivência e outro que, embora sem reuniões explícitas para tal, surge no horizonte como realidade em um curto espaço de tempo. Mesmo com todas as negativas públicas de que esteja atuando como conspirador, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já vê mapeado quem estará ao seu lado caso se concretize, de fato, a queda do presidente Temer. Nos dois polos de poder, sinais distintos. A equipe econômica fica, o núcleo palaciano, acrescido do Ministério da Justiça, muda.


Maia não vai manter Eliseu Padilha na Casa Civil, Moreira Franco na Secretaria-Geral da Presidência e tampouco Torquato Jardim na Justiça. No caso dos dois primeiros, existe a justificativa política de que são cargos da estrita confiança do presidente. Do ponto de vista jurídico, tanto Padilha quanto Moreira são citados nas delações da Odebrecht e, espera-se, recebam um tratamento especial na delação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba e que já teria, segundo alguns, 100 anexos prontos de denúncias contra os ministros palacianos e o próprio Temer.

A tendência é que eles não sejam afastados do governo, até porque, se isso acontecer, eles perderiam o foro privilegiado e ficariam mais expostos ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Segundo interlocutores de Maia, ele deve rejuvenescer o núcleo próximo, trazendo pessoas com perfil mais executivo. “Ele não terá como fazer muitos milagres. O papel dele, neste momento, é promover a travessia”, disse um cacique do DEM.

Em relação à equipe econômica, nenhuma novidade. O atual presidente da Câmara não mexerá em Henrique Meirelles na Fazenda, em Ilan Goldfajn no Banco Central e nem em Pedro Parente na Petrobras. Dificilmente promoverá mudanças na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil. Um posto que deve sofrer alterações é no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já que Maia não tem uma boa relação com Paulo Rabello de Castro.

Redes sociais

Maia também reforçou, em postagens nas redes sociais ontem, que o país precisa avançar nas reformas estruturantes, não bastando apenas a conclusão da reforma trabalhista. Para o presidente da Câmara, é fundamental a retomada da tramitação da reforma da Previdência. Outros correligionários dele, contudo, afirmam que Maia precisa completar a travessia, mas que a mudança nas regras de aposentadoria só terão condições de ser aprovadas pelo futuro presidente, que tomará posse em 1º de janeiro de 2019.

Embora seja pouco provável que vá exercer algum cargo direto no governo federal, o diretor-presidente do Insper, Marcos Lisboa, é um dos principais interlocutores de Maia em política econômica. Secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005, nos anos em que a pasta era comandada pelo petista Antonio Palocci, Lisboa já passou pelo Itaú e pelo Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). O presidente da Câmara também dialogou com desenvoltura com Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos e mulher de Lisboa.

Destaques

Alguns outros nomes também terão papel de destaque neste processo. Um deles é o prefeito de Salvador, ACM Neto. Um dos principais caciques da legenda no plano nacional, nunca escondeu o desejo de concorrer ao governo da Bahia no ano que vem, após ressuscitar o carlismo no estado. Mantém um contato direto com Brasília e, quando estourou a crise da JBS, era visto praticamente toda semana no Congresso, negociando a posição do DEM ao lado do presidente nacional da legenda, senador José Agripino Maia (RN). Embora de maneira menos contundente que o senador Ronaldo Caiado (GO), que defendeu o desembarque imediato do governo, ambos sempre pregaram um descolamento da gestão Temer.

É fato que a ascensão de Maia representa uma pedra nos planos futuros de Caiado. Há um bom tempo, o senador goiano pleiteia ser o nome da legenda para concorrer ao Planalto. “Tudo bem, ele agora pode ser o nosso melhor candidato ao governo de Goiás”, provocou um correligionário. “Da mesma forma, Mendonça Filho, que deve continuar no cargo de ministro da Educação, virou pule de 10 para concorrer ao governo de Pernambuco”, disse o mesmo parlamentar demista.

No PSDB, a interlocução preferencial, além dos cabeças-pretas da Câmara, será com o presidente ainda interino da legenda, Tasso Jereissati (CE). O senador elevou nos últimos dias a pressão pelo desembarque e os elogios ao atual presidente da Câmara. “Ele (Maia) tem condições, até pelo cargo que exerce como presidente da Câmara, de juntar os partidos ao redor de um nível mínimo de estabilidade do país”, elogiou.

A tropa de choque

Quem são as pessoas que terão papel estratégico se o presidente da Câmara assumir o Planalto:

ACM Neto

Prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto, herdeiro do carlismo, mas com um estilo mais soft que do avô, é um dos principais nomes do DEM no cenário nacional. No auge da crise, passou a vir praticamente toda semana a Brasília para medir a temperatura política e calcular os próximos passos do partido. Com a ascensão de Maia, tornando-se o nome natural da legenda para o Planalto em 2018, ACM Neto consolida-se como candidato ao governo da Bahia no ano que vem.

José Agripino Maia

Presidente nacional do DEM, senador, foi candidato a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin em 2006. Também citado na Lava-Jato, defendeu a proximidade com o governo Temer mas, tão logo a crise da JBS eclodiu, começou a falar em distanciamento do Planalto. Não tão radical quanto do senador Ronaldo Caiado (GO), mas alinhou-se ao PSDB do Senado na defesa de um desembarque do governo. Está no quarto mandato como senador pelo Rio Grande do Norte.

Tasso Jereissatti

Presidente interino do PSDB, o senador cearense foi um dos cotados para substituir Michel Temer quando estourou a crise da JBS e as delações do empresário Joesley Batista. Acabou assumindo a direção do partido, ainda que de forma interina, após as denúncias envolvendo Aécio Neves (MG). Mas Tasso passou a ser visto como o principal interlocutor do tucanato no Congresso e, nos últimos dias, intensificou o discurso do desembarque do PSDB do governo Temer.

Rubens Bueno

Está no quarto mandato de deputado federal pelo Paraná, além de ter sido prefeito de Campo Mourão (PR) nos anos 1990. Foi líder do PPS durante o governo Dilma e um dos defensores do impeachment da petista. Defendeu o apoio ao governo Temer, mas demonstrou desconforto com as sucessivas denúncias de ministros. Quando chegou a crise de Joesley, apoiou a decisão de Roberto Freire em entregar o cargo de ministro da Cultura. Estava na comitiva de Maia na viagem a Buenos Aires.

Marcos Lisboa

Uma das pessoas mais próximas de Maia no debate econômico, é o atual diretor-presidente do Insper. De 2006 a 2013 foi diretor-executivo e vice-presidente do Itaú-Unibanco. Foi secretário de Política Econômica da Fazenda de 2003 a 2005, durante a gestão Palocci. Lisboa foi professor-assistente de economia na FGV entre 1998 e 2002 e, anteriormente, como professor-assistente na Universidade de Stanford, de 1996 a 1998. É Ph.D. em economia pela Universidade da Pensilvânia.

Juras de lealdade

Apesar de ter o nome cotado para assumir o cargo de presidência da República até 2019 — em caso de saída de Michel Temer — o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) se coloca como aliado do peemedebista até o fim. “Eu aprendi em casa a ser legal, a ser correto e serei com o presidente Michel Temer sempre”, disse o parlamentar ontem, em Buenos Aires. O deputado viajou à capital argentina para participar do encerramento do Fórum de Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar. Maia reiterou que, apesar de não ser seu papel defender o presidente, não mudará sua posição: “Eu sou presidente da Câmara. O meu partido e eu somos aliados do presidente Michel Temer, apesar de toda a crise. Eu disse ao presidente do meu partido no primeiro dia da crise que, se acontecesse alguma coisa, o DEM deveria ser o último a desembarcar do governo”, frisou. Mais tarde, no Twitter, o democrata escreveu que é preciso “ter tranquilidade e prudência neste momento”. Agripino Maia (RN), presidente da legenda, também se manifestou em apoio a Temer. Disse que não vai “precipitar” um eventual afastamento do peemedebista. Ele afirmou que, caso a denúncia seja aceita pela Câmara, e Temer, afastado, o DEM vai apenas seguir o que determina a Constituição e “manter seu compromisso com o país”. Nesse caso, Maia assumiria o cargo por até 180 dias até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgasse o caso

Frio é desafio a mais para quem precisa madrugar para ir ao trabalho

Quem precisa sair cedo de casa ou cumpre turnos à noite e pela madrugada sofre com as temperaturas mais baixas


Antonio Cunha/CB/D.A Press
"Estava muito difícil enfrentar esse tempo. Eu tinha de usar várias blusas por baixo do uniforme, que é um moletom", diz Filipe Estevão, frentista

Com as insistentes baixas temperaturas no Distrito Federal, os trabalhadores que cumprem expediente contrário ao horário comercial sofrem com a dificuldade de sair de casa ou virar a noite no serviço. Sair do chuveiro quente, encarar o transporte ou tentar se aquecer durante o expediente se revela um desafio para muitos desses brasilienses. Mesmo ativos nas respectivas funções, o semblante dessas pessoas denuncia o desejo de que o tempo gelado vá embora.

Às 4h30, Daiane Almeida, 23 anos, sai de Cidade Ocidental, distante 45km de Brasília, para estar na lanchonete onde trabalha, na Rodoviária do Plano Piloto, às 5h30. O celular da operadora de caixa desperta às 3h30. Em seguida, ela enfrenta o primeiro desafio: entrar e sair do banho. Às 4h25, Daiane pega o primeiro coletivo. “Faço o mesmo caminho, de segunda a sábado, sem pecar um dia. Com esse tempo, preciso usar três blusas de frio para me aquecer. Espero que esse período gelado acabe logo”, relata. Durante as folgas, aos domingos, a preguiça toma de conta. “Tá muito difícil levantar. Quando posso, aproveito para dormir até mais tarde e descansar”, comenta.
Em um posto de gasolina do Setor Hoteleiro Sul, o frentista Filipe Estevão, 25, comemora o fim das férias do colega de trabalho. Até o início do mês, ficou com ele o plantão noturno, das 18h às 6h. “Estava muito difícil enfrentar esse tempo. Eu tinha de usar várias blusas por baixo do uniforme, que é um moletom. Mas, mesmo no meu horário normal, das 10h às 22h, ainda sofro”, conta. Durante o expediente, os trabalhadores do local precisam estar sempre na pista de atendimento, aguardando os veículos. Além do frio, outra preocupação de Filipe é com a saúde. “Agora, o meu nariz vive entupido. O que posso fazer é tomar vitaminas para me prevenir das gripes”, diz.
O funcionamento das padarias começa nas primeiras horas da manhã. Para os clientes encontrarem os produtos nas prateleiras logo cedo, os padeiros são os primeiros a chegar. Morador do Gama, Rodrigo dos Santos Nunes, 36, acorda às 5h30 para chegar ao trabalho às 7h. O padeiro cumpre o trajeto em uma motocicleta, o que dificulta o deslocamento em épocas geladas. “Não fico animado nem para acordar. A vontade é de ficar embaixo das cobertas, tomando um caldo e assistindo a alguma coisa”, admite.

Antonio Cunha/CB/D.A Press


Prejuízo


A escala de plantão faz parte da rotina dos profissionais das forças de segurança. Policiais, bombeiros e agentes de trânsito viram as noites na companhia das baixas temperaturas. Por isso, o desafio de permanecer as madrugadas na rua é ainda maior. A bombeiro Juliana Marques, 27, nunca enfrentou um tempo tão frio durante o expediente. “Ficamos no alojamento, que é quente, e, quando somos chamados, temos de ir até o local do atendimento, no frio. Com isso, passei a usar uma blusa térmica por baixo do uniforme”, explica.
Até mesmo o mercado de sexo sofre com o frio. Garotos e garotas de programa evitam sair às ruas, tudo por causa do tempo. Carla (nome fictício), 23, aguarda os clientes, todas as noites, na W3 Norte. Independentemente do horário, ela ficava no local até garantir a renda do dia. No entanto, com os termômetros marcando baixas temperaturas, a moça passou a intercalar os dias de trabalho. “Moro com uma amiga, que também faz programas. A gente combinou de cada dia ir uma, mas, quando tá muito gelado, a gente prefere ficar em casa”, reconhece. Carla explica que precisa usar roupas curtas para chamar a atenção; por isso, não pode sair agasalhada. “No fim, perdemos dinheiro. Clientes sempre terão, mas preciso preservar a minha saúde”, conclui.